Duas sugestões de filmes

Para quem gosta de cinema e ciência, não necessariamente nesta ordem, nem obrigatoriamente dos dois, faço duas indicações de filmes que eu gostei bastante!

Aviso Importante

Se eu assistir esse filme vou ganhar nota, será usado em alguma atividade pós-quarentena ou posso considerar uma indicação acadêmica? Não! Definitivamente, como eu já disse, são apenas duas indicações de filmes para aqueles que eventualmente tenham vontade, disponibilidade e interesse por ocupar parte de seu tempo livre assistindo filmes! E, sobretudo, para quem gosta de cinema! Nada é obrigatório! Capiche?

Os dois filmes são adaptações para o cinema de seus respectivos livros! Isso significa que, eles, também podem ser encontrados pela internet…

As indicações

Perdido em Marte – Filme de ficção científica, estadunidense, dirigido pelo Ridley Scott. Resumo da história: Após um acidente um astronauta e biólogo é abandonado em Marte. Depois que se descobre que ele está vivo, monta-se uma operação para resgatá-lo. Durante o tempo necessário entre a preparação e envio da nave, o astronauta (interpretado por Matt Damon) usa ciência básica e fortes doses de humor e otimismo para superar todos os obstáculos (lembra até o momento atual, não?). Se você não sabe se é o tipo de filme para você, leia essa ótima resenha do filme no MeioBit. Abaixo um pequeno trecho da resenha:
É um filme onde ninguém morre (nem o Sean Bean!), não tem gente gritando (sorry, Porchat) nem tem as pretensões filosóficas de Gravity, ou a arrogância messiânica de Interestelar. É um filme simples sobre um sujeito simples que está fodido sabe disso mas não abre mão da esperança nem do bom humor.”

Se você é o tipo de pessoa que se pergunta: Por que devo estudar ciências? Esse filme é para você! De nada!

O Nome da Rosa – Este é um filme mais antigo. Meu Professor de geografia, na época que fiz pré-vestibular (1988), passou pra gente e fez um debate! Um filme de Jean-Jacques Annaud, de 1986. Produção Italiana/Alemã/Francesa. Na época das locadoras de filme (os mais novos podem pesquisar como “consumíamos” filmes nos anos 80/90) ele era encontrado na seção de filmes policiais…

A história se passa num mosteiro beneditino da idade média (13xx). Uma série de mortes começam a ocorrer. Aproveitando a chegada do frade franciscano William de Baskervile, que vinha para um debate sobre se a igreja católica deveria ou não ser pobre, o abade pede que ele use sua “razão grega” para investigar as mortes. O filme mostra um pouco como funciona o “método científico“. Há uma disputa entre dois modelos explicativos para as mortes no mosteiro: O mítico e religioso versus observação sistemática junto com o pensamento racional. Parece tão atual, não acham?

Você precisará assistir o filme para ver como essa “disputa” se resolve!

Um aviso: Há, lá pelo meio do filme (quando muitos adolescentes começam a perder a paciência com o ritmo da narrativa), uma cena “caliente” (um pouco de nudez e sexo) entre uma das personagens coadjuvantes do filme e outra sem importância central na história.

Entretanto é essa cena que dá o nome do livro e do filme!

Não é nada que qualquer um que assista tv, já não tenha visto! Mas se tem alguém pudica/o, fica o aviso!

Em outros anos já passei esse filme em sala! Nunca consegui um veredito se os alunos curtiam ou odiavam o filme :-)

E suas sugestões?

Você tem alguma sugestão bacana de filme para compartilhar? Deixe nos comentários! Estou com tempo para assistir :-p

Prof. Sérgio Lima

Sobre Prof. Sérgio Lima

Prof. Física no Colégio Pedro II , entusiasta de aprendizagens colaborativas e de Recursos Educacionais Abertos
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4 respostas para Duas sugestões de filmes

  1. Raphael disse:

    Eu vi O Nome da Rosa há algum tempo atrás. O perdido em marte, nunca consegui assistir todo porque não conseguiu despertar em mim um interesse. Mas o que mais me chama atenção neles é a reflexão proposta sobre o valor do conhecimento. Até que ponto ele é fundamental de fato para a vida. Qual “grandeza” pesa mais? O tempo ou as experiências? E para que tipo de vida. A individual ou a de sentido mais amplo da sobrevivência ou continuidade das espécies ou de um plano maior que não é idêntico ao pessoal?

    • Opa Raphael! Na sua opinião, qual a importância (ou o valor) do conhecimento? Falo aqui no sentido mais amplo! Saber que não se pode comer comida estragada… Saber o mal que o açúcar faz a saúde! A necessidade de estar bem com os semelhantes, etc…

      Por que você acha que, dentre as várias forma legítimas de conhecimento, a Escola resolveu trabalhar com alguns deles e outros não?

      É apenas um convite a uma conversa e reflexão!

      Obrigado por comentar e entrar na conversa! Abraços!

      • Raphael disse:

        Por ter, eu, estudado um pouco sobre o surgimento da Filosofia consigo interpretar e prever que talvez seja a forma de conhecimento que melhor atenda os múltiplos interesses em um contexto plural e/ou com diversidade. Integrando também um maior número de pessoas. Permitindo a boa parte delas a inclusão nesse tipo de cultura e a sua apropriação. Tornando-se um meio para a interação entre os diferentes grupos. Mas ainda assim não deixa de ser um ponto de vista. Até porque isso pode se dar apenas com fins de idealização. Um norte. Que ainda não tenha conseguido ajudar de fato no caminho de muitos. Falo isso pois é assim que me enxergo. Claro que o conhecimento escolar já me ajudou algumas vezes e inclusive agora (escrevendo e estudando sozinho e através da escola). Todavia, se fosse eu montar uma estatística sobre, qual seria esse resultado? 2 para dez? Isso seria muito? Isso seria decisivo? Até que ponto está, ele, mais para um benefício ou uma necessidade? Tentando ver-me de fora, entretanto ainda dentro desse contexto nosso de cada dia, que é muito mais do que a parte escolar, sou pouco capaz de fazer com o que aprendi até este momento. As vezes tenho a sensação de que quase nem aprendi: de que quase não fui fe***; de que quase não vivi. Então, volto ao início desse texto. Tudo não começou objetivando a vida de todos, ou do maior número possível da totalidade do conjunto de pessoas? Tomara que ninguém veja exte texto como uma cuspida no prato. Não avisto-me como alguém que esteja em conflito de identidade. Eu sou escolar também rs rs rs. No entanto, é apenas uma parte que tenho em comum. Ela pode ser minha única possibilidade. Não obstante, eu tenho muitos outros sonhos (vidas desejando viver).

        Deixo um link, que pode interessar, sobre uma matéria na busca do que viria a ser o ensino médio ideal: https://correionasescolas.correiobraziliense.com.br/2019/10/31/por-uma-escola-com-sentido-como-e-um-bom-colegio-de-ensino-medio/

        Obrigado, professor!

        Cordialmente, Raphael Cruz.

        • Opa Raphael,

          Muito boas suas considerações. Eu concordo com você na percepção que a escola precisa se reinventar! Repensar tanto seus currículos quanto suas práticas.

          Daqui deste lado do balcão, eu tento criar as contra-hegemonias possíveis. Pode ser que ainda demore muito tempo para que possamos ter uma escola que, efetivamente, não produza essa sensação de perda de tempo que você apontou.

          E obrigado pela indicação da matéria. Gostei bastante!

          E por último, mas não menos importante, nunca perca esta vontade de viver seus sonhos!

          abraços

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