Forno solar perfeito (só que não)

Colégio Pedro II – Campus Centro Física – Sérgio Lima

Alunos:

Filipe Tomé – 11

Gabriel Nunes – 14

Gustavo Campos – 15

Roberto Leo – 31

Turma: 2102 – 1º Ano

Forno solar:

Materiais necessários:

2 Caixas de papelão de dimensões diferentes (com pelo menos 2 cm diferença de comprimento e largura);

1 Folha de papelão;

Régua;

Estilete/Tesoura/Instrumentos de corte;

Papel laminado/Papel alumínio;

Papel filme;

Tinta preta;

Pincel;

Arame;

Lápis/Caneta;

Jornal velho;

Bandeja de alumínio (Preta ou pintada de preto) que caiba com folga na caixa menor;

2 Pedaços pequenos de madeira para apoiar a bandeja de alumínio;

Durex/Fita crepe;

Cola;

Recipiente metálico de cor preta.

Processo de montagem:

– Caixa menor:

1º – Retirar qualquer tipo de aba que a caixa possa ter;

2º – Colar papel laminado dentro da caixa até a metade de seu exterior.

– Caixa maior:

1º – Retirar qualquer tipo de aba que a caixa possa ter;

2º – Pintar o lado de fora da caixa de preto;

3º – Colar papel laminado dentro da caixa.

– Tampa:

1º – Cortar a folha de papelão um pouco maior (cerca de 5 centímetros no comprimento e largura) que a caixa maior;

2º – Cortar pequenos quadrados (5×5 cm) nos 4 cantos da folha de papelão;

3º – Dobrar os quatro cantos para fazer uma espécie de aba (pode-se usar uma régua para facilitar);

4º – Fazer uma marcação do tamanho da caixa menor;

5º – Cortar três lados de acordo com a marcação feita, sendo que são dois lados de comprimento e um de

largura;

6º – Dobrar essa “aba gigante e central” para o lado contrário das abas feitas no 3º item da montagem da tampa;

7º – Pintar toda a parte de cima de preto;

8º – Colar papel laminado na parte de baixo da aba do 6º item da montagem da tampa;

9º – Colocar papel filme o mais esticado possível, embaixo da tampa, cobrindo todo o interior (parte que ficará virada para baixo).

10º – Colar os cantos da tampa com fita crepe;

11º – Colocar o arame de modo que esteja a apoiar a parte forrada com papel laminado, impedindo-a de fechar.

Pedacinhos de madeira:

1º – Embrulhar com papel laminado.

– Montando o forno:

1º – Forre a caixa maior com folhas de jornal;

2º – Coloque a caixa menor dentro da caixa maior;

3º – Coloque os pedacinhos de madeira dentro da caixa menor;

4º – Apoie a bandeja preta em cima dos pedacinhos de madeira, de modo que ela não encoste em nenhuma parte da caixa menor;

5 º – Coloque água ou o que for cozinhar dentro do recipiente;

5º – Coloque o recipiente em cima da bandeja;

6º – Coloque a tampa;

7º (Opcional) – Reze para dar certo.

A física envolvida:

– Explicando os “para que”:

A caixa menor tem que estar forrada de papel laminado para que os raios solares reflitam dentro do forno e gere calor.

A caixa maior tem que estar forrada com jornal para criar um isolamento térmico para que o forno não perca calor.

A caixa maior tem que estar forrada com papel laminado para impedir a troca de calor do forno com o meio externo via irradiação.

 A bandeja tem que ser preta para que ela absorva mais calor e troque calor com o recipiente aquecendo o conteúdo do mesmo mais rapidamente.

A bandeja não pode encostar na caixa menor para que ela não troque calor com a caixa, fazendo com que esse calor se perca.

A tampa tem que ter o papel filme para que os raios solares entrem, mas não saiam, criando assim, um “mini efeito-estufa”.

A tampa tem que ter o papel laminado para redirecionar os raios solares para dentro do forno.

– Como acontece:

Os raios solares que entram no forno geram calor dentro dele e, por meio de irradiação e condução, aquece o conteúdo dentro do recipiente. Os raios aquecem também o próprio recipiente fazendo com que o mesmo aqueça o conteúdo por condução. E por último, o calor que é absorvido pela bandeja troca calor com o recipiente por meio da condução.

Comparando:

Nós fizemos dois modelos de forno solar e vamos citar as principais diferenças entre eles:

O primeiro modelo (esquerda) era menor que o segundo (direita), não possuía bandeja e nem madeira, o papel filme não estava esticado, a caixa de dentro não estava com papel alumínio até a metade e a caixa maior não estava forrada com papel laminado.

O resultado foi que o segundo modelo funcionou e esquentou cerca de 12 graus Celsius a mais que o primeiro modelo na mesma variação de tempo, conforme o gráfico abaixo, em que a linha preta corresponde ao segundo modelo e a linha vermelha corresponde ao primeiro:

Licença do trabalho:

Licença Creative Commons
Forno solar perfeito (só que não) de Gustavo Campos, Gabriel Nunes, Filipe Tomé e Roberto Leo é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Não Adaptada.

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