Lista de Exercícios 1º Lei da Termodinâmica – Aprof. 3º ano

Olá pessoal, clique no link para baixar a lista de exercícios da 1º Lei da Termodinâmica.

Dúvidas, na próxima aula!

Publicado em 2015 | Com a tag , , | Deixe um comentário

Comentários sobre Relatórios dos Experimentos da 2º Certificação

Olá Pessoal,

Seguem abaixo algumas considerações sobre os relatórios dos experimentos!

  • Há alguns relatórios com fortes indícios de plágio!
  • Muitos relatórios pecam por não organizar o relato! Qual era o objetivo do experimento? O que foi medido? Por que foi medido? Quais os resultados experimentais com as incertezas e com o número correto de algarismos significativos?
  • Muitos relatórios foram preguiçosos na apresentação dos cálculos: Fotografaram em vez de digitar! Isso atrapalha a pesquisa e a legibilidade do conteúdo!
  • Muitos relatórios escreveram o valor da medida experimental com um número de algarismos incoerente com a incerteza! Ex. incerteza na casa dos centésimos e medida na casa dos milésimos ou mais: (mi = 0,234 + – 0,02) <- isto está errado!
  • Muitos alunos ainda não entenderam o que significa: “todos os algarismos que temos certeza mais um (01) duvidoso!” Incerteza deve ficar com apenas um (01) algarismo significativo. Justamente para indicar onde está a incerteza!
  • Incerteza é calculada separada da medida indireta! O modo de cálculo da medida indireta é (quase) sempre distinto do cálculo da respectiva incerteza!
  • Nenhum relatório calculou corretamente as incertezas das duas acelerações!
  • Nenhum relatório colocou corretamente os motivos das diferenças das acelerações (para aqueles que fizeram esta análise). A massa e atrito das roldanas e a hipótese de que mi (e as acelerações) são constantes são as principais causas das diferenças!

Tenho que fazer um “mea culpa”: No próximo trabalho experimental vou explicitar exatamente o que será avaliado no relatório!

No mais, comparado com os relatórios do experimento do bebedouro, quase todos melhoraram! Assim, fiquei convencido de fechar o ano letivo com uma outra atividade experimental com análise de dados para que possamos chegar mais próximo de um bom relato de experimento :-)

No link abaixo uma planilha para o cálculo do coeficiente de atrito com seu respectivo erro (usando a propagação de erros simplificada). Na mesma está indicada como foram feitos os cálculos. Vocês podem usá-la para verificar os dados de vocês.

Depois vou acrescentar as incertezas das duas acelerações!

Clique aqui para ir para planilha no google (editável). Só altere a linha com os valores experimentais!

Publicado em 2-ano, 2015, Recursos Educacionais | Com a tag | Deixe um comentário

Roteiro do experimento de dinâmica

Colégio Pedro II – Campus Centro

Laura Kobler – 14

Margarida Andrade – 22

Mariane Barbosa – 23

Mylena Fernandes – 24

Turma 1207

 

Relatório do experimento de dinâmica

 

11911971_1011843178836509_986258670_n

11868799_1011843262169834_57572062_n

11897112_1011843258836501_1791074407_n

 

Os alunos realizaram um experimento no laboratório de física do colégio que será relacionado com o conteúdo de dinâmica e cinemática aprendido em física no segundo ano. O sistema consistia em dois blocos, A e B, ligados por uma corda em uma roldana. O bloco B estava apoiado na superfície de uma mesa com um peso em cima com o objetivo de fazer com que o sistema permanescesse em repouso. A corda ligada à B passava pela roldana e era ligada à A, que estava pendurada a alguns centrímetros do chão.

Quando o peso era retirado de cima de B, o peso do bloco A fazia com que fosse para baixo, atingindo o chão. Devido ao movimento de A, o bloco B percorria a mesma distância com a mesma aceleração sobre a mesa, porém, percorria mais uma determinada distância “x” (pelo princípio da inércia) até que parava devido ao atrito.

Realizamos o experimento citado e encontramos os seguintes valores:

Altura “h”: 45cm

Tempo: 0,398s

Distância percorrida por B: 56cm

Massa de B: 105g

Massa de A: 87g

Aceleração da gravidade: 9,8m/s²

Temos como objetivo determinar o coeficiente de atrito (µ), comparar a aceleração teórica com a experimental e analisar a propagação de erros em experimentos. Para isso iremos realizar os seguintes passos:

1) Usar as Leis de Newton para deduzir a em função de g e da massa de A e B.

T = mA . a

mA . g – T = mA . a

 

T – Fat = mB . a

T – µ . mB . g = mB . a

 

mA . g – µ . mB .g = mB . a + mA . a

g (mA – µ . mB) = a (mB + mA)

a = g (mA – µ . mB / mB + mA)

 

2) Usar a Eq. de Torricelli para deduzir a velocidade de B quando A toca o chão.

V² = Vo² . 2 . a . ΔS

V² = 2 .  h . g (mA – µ . mB / mB + mA)

 

3) Usar as Leis de Newton para deduzir a’ em função de µ e da massa de B.

Fat = mB . a’

µ . mB . g = mB . a’

a’ = µ . g

 

4) Escrever as eq. do MUV  para a massa de B parar até percorrendo a distância x.

ΔS = Vo . t + a . t² / 2

x = V . t – µ . g . t² / 2

 

5) Isolar o t da eq. Da velocidade e substituir na eq. da posição.

V(t) = Vo + a . t

0 = V – µ . g . t

t = V / µ . g

 

6) Substituir a velocidade final do primeiro na inicial do segundo movimento.

ΔS = V . t + a . t² / 2

x = ( V . V / µ . g ) – µ . g . V² / 2 . µ . g²

x = V² / µ . g – V² / 2 ( µ . g )

x = V² / 2 . µ . g

 

7) Reescrever a eq. para que µ fique em função de x, h e massa de A e B.

µ = mA . h / x ( mA + mB) + mB . h

 

Cálculo do µ

µ = (45 ± 0,1) (87 ± 1) / (56 ± 0,1) (87 ± 1 + 105 ± 1) + (105 ± 1) (45 ± 0,1)

µ = 0,2529 ± 0,0064

 

8) Deduzir a expressão de aceleração de queda em função de h e t.

h = a . t² / 2

a = 2 . h / t²

 

9) Comparar o valor do a experimental com o a teórico.

Valor de a teórico:

a = 9,8 (87 + 0,25 . 105) / 105 + 87

a = 3,0982 m/s²

 

Valor de a experimental:

a = 2 . 0,45 ± 0,1 / 0,398 ± 0,001

a = 5,6816 ± 1,328 m/s²

 

Quando comparadas as acelerações foram muito diferentes. Devemos isso a falta de instrumentos precisos de medição e arredondamentos feitos nos cálculos.

Publicado em 1207, 2015 | 1 Comentário

Análise do Experimento da 2ª Certificação

Colégio Pedro II – Campus Centro

Alunos: Jefferson Rodrigues – nº 14

Juliana Correia – nº 20

Luiza Calixto – nº 26

Mª Eduarda Feijó – nº 27

T: 1203

 

Experimento:

O experimento consiste em dois blocos de massas conhecidas e diferentes: o bloco B está em cima da mesa preso por um peso e ligado por uma corda ao bloco A que está suspenso do chão a uma altura h. Ao tirarmos o peso do bloco B, o bloco A percorreu essa distância h até chegar o chão com o tempo t (calculado através de um cronômetro do laboratório). Devido à lei da inércia, o bloco B andou a mesma distância e mais um pouco (o que chamaremos de x).

experimento

 

IMG_5348 experimento realizado no laboratório

 

 

Assim, achamos os seguintes resultados:

h =(46,0 ± 0,1)cm

x=( 51,3 ±0,1) cm 

t=(0,456 ±0,001)s

mA=( 85 ± 1)g

mB=(105 ± 1)g

 

 

IMG_5349alunas do grupo medindo h – a altura que o bloco A estava do chão

 

Objetivos do trabalho:

1) Determinar o coeficiente de atrito cinético

2) Analisar a propagação de erros em experimentos

3) Comparar aceleração teórica com experimental

 

 

 

  • 1ª parte: encontrando as equações

 

Primeiro achamos a aceleração dinâmica pela 2º lei de Newton

g – T = mb. A

T- µ.mb.g=mb.a

a=g(ma- µ.mb)/ma+mb

Depois achamos através da fórmula de Torricelli a velocidade a qual o corpo B se encontra quando A toca o chão (é a aceleração cinemática que chamaremos de A2)

V²=0²+2.A2.h
V²=2.A2.h
0²=Vo²-2.A2.x
0=2ah-2A2.x
A2=x/ah

 

Através da 2ª  Lei de Newton pudemos calcular a aceleração dinâmica em função de mb e µ. É necessário fazer isso para ajudar no cálculo de fat, já que durante que depois que o bloco A chega ao chão e o bloco B percorre x, essa é a única força que está atuando no bloco B:

µ. mbg = mb. a2
µ. mb. g/mb = a2(dinâmica)

 

Nessa parte, através das leis do MUV achamos a velocidade com que o bloco B tem no trecho h (que é a mesma velocidade inicial de quando ele começa a percorrer o trecho X)

V = Vo – at (eq. horária da velocidade)

0 = Vf –  µg.t

 

S=So+Vot.a.t²/2 ( eq. horária da distância)

x = 0 + Vf . t – µg. t²/2

 

*isolamos t para podermos substituir a velocidade final do primeiro movimento na inicial do segundo na equação da posição, ficando:

t = V/ µ.g

x= Vf . Vf/ µ.g –  µ.g. (V/ µ.g)²/2

Logo,

x= Vf²/ 2µ.g

 

Reescrevemos a equação para ela ficar em função de ma, mb, x e h

X = 2gh [(ma – µ.mb)/ ma+mb] / 2 µg =

µ=ma.h/(ma+mb)x +mb.h

 

Finalmente achamos aceleração teórica que é a aceleração da queda em função de h e t (dinâmica).

S=So+Vot.A.t²/2

H = At²/2

A = 2h/t²

A aceleração dinâmica será comparada com a cinética ao final do trabalho.

 

  • 2ª parte: substituindo nas equações os valores encontrados no laboratório

*Sabendo que: g = 9,8m/s²

 

  • Achando µ:

IMG_5517

 

  • Comparar a aceleração experimental (cinemática) com teórica (dinâmica):

IMG_5398

 

Nessa parte do experimento notamos que a aceleração teórica é bem menor que a experimental. Essa diferença se dá por vários fatores, entre eles: imprecisão de medidas devido a erros em algumas medições, superfície de materiais desconsiderados (que alteraria o fat), desprezo do ar, entre outros.

 

  • Na parte final deve-se calcular A2/a2, que é quanto que o bloco B andou depois que A chegou ao chão.

IMG_5399

 

Notamos que dessa vez a aceleração dinâmica foi bem maior que a cinemática.

Publicado em 1203, 2-ano, 2015, CP2, Experimentos, profmedá3 | 1 Comentário