Relatório sobre o experimento no laboratório de física.

Colégio Pedro ll – Campus Centro

Christopher Brandão     n°03

Gabriel Pais                     n°10                           Turma: 1203

Luiz Arêdes                      n°25                           Professor: Sérgio Lima

Paulo Marconi                  n°28

 

Introdução:

O experimento que fizemos em laboratório consiste num arranjo de dois blocos “A” e “B” (que possuem massas diferentes) são interligados por uma corda que passa por um sistema de roldana onde possibilita que ambos os blocos estejam presos um ao outro. O bloco “A” tinha um pequeno peso sob ele que o mantinha em equilíbrio com “B”, ao removê-lo, os dados do experimento puderam ser obtidos. Durante o experimento foi medido o tempo que o bloco A, que estava na mesa, demorou a percorrer entre dois pontos predeterminados e contamos com o auxílio de réguas e cronômetro para averiguar os resultados dos dados. Em seguida, nos foi dada a tarefa de determinar através de cálculos o μ (coeficiente de atrito do bloco que se arrastou pela mesa), e sua aceleração, para que depois pudéssemos calcular a margem de erro. A seguir os cálculos que fizemos com base nas equações fornecidas em sala pelo professor:

Ma= 85g +- 1g

Mb=105g +-1g

H=46 cm -> 0,460m

X=55,2cm -> 0,552m

T=0,407s/0,456s/0,407s

g=9,8m/s²

a’= μ. 9,8

a=10(85-μ . 105)/85 + 105

 

Vf =2 . 9,8 . 0,46(85- μ . 105/85+105)

0,552= Vf²/2. Mi.9,8

 

μx=85.0,46/(85+105).0,552+105

0,552=0,46/μ(85- μ105/85+105 . 0,46)

μ x= 39,1/15318= 0,255

 

Erro do A:

46 . 0,1 + 85 . 1= 89,6

Erro total das massas:

1+1=2

(Ma + Mb) . x -> 55,2 . 2 + 190. 0,1=129,4

 

a= 0,255 . 9,8

a= 2,499

= 2,5 +-1cm

 

Erro da multiplicação Mb . H

46 . 1 + 105 . 0,1 = 56,5

 

Erro entre a somas do denominador (ou erro do B)

129,4 + 56,5= 155,9

 

Erro da divisão

59,6/15318 + 3910/15318² . 185,9/1 = 234641,124

89,6/15318 + 0,0000166637 . 1859

0,0055493275+0,000016663=

0,0089471093

0,0089 aprox

 

Equação para a aceleração

a= 2H/T² -> 0,92/T²

0,92/0,165649 ->5,553m/s²

a= g(Ma – μ . Mb)/Ma + Mb

9,8 (85 – 0,255 . 105)/85-105

3,003m/s²

 

Erro da aceleração teórica

2 . 0,01= 0,002                                               0,02/0,407+0,92/(0,165649)²

T² -> (0,407 . 0,001) .2                                0,1207372214+0,92/0,0279395412

0,00814

 

33,528196294 . 0,00814

0,1207372214+0,2729195178

0,3936567392m/s²

0,394m/s² aprox

 

Fotos

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Roteiro do Experimento de Física da 2ª Certificação

COLÉGIO PEDRO II – CAMPUS CENTRO
Professor: Sérgio Lima
Alunxs: Anna Clara (n° 03)
Camila Ribeiro (n° 08)
Gabriella Frazão (n° 13)
Nathalia Sartore (n° 30).
Turma: 1205

ANÁLISE DO EXPERIMENTO

 

image
No dia 16 de julho, realizamos um experimento no laboratório de Física que buscava analisar o que acontecia com dois blocos; o bloco B estava apoiado em cima da mesa, sendo bloqueado por um peso e amarrado a uma corda que passava por uma roldana e que se prendia a um outro bloco A. O experimento ocorreu de forma que o peso era imediatamente retirado de cima do bloco e o liberava, percorrendo em um determinado tempo e com uma determinada aceleração uma distância h, que é a mesma distância do bloco A até o chão. Após o bloc A atingir o chão, o bloco B aimda percorre uma distância x, como está representada na figura abaixo.

image

 

 

Os instrumentos utilizados nesse processo foram:

. Uma régua para medir a altura do Bloco A até o chão e também a distância que ele se deslocava após a aceleração;
. Uma corda que prendia os dois blocos;
. Um cronômetro que calculava o tempo em que o Bloco A atingia o chão;
. Um peso de massa x para prender o bloco B;
. Uma roldana por onde a corda passava e estava presa ao bloco A;
. E uma balança para medir o peso dos blocos.

Nas imagens a seguir, é mostrado o passo a passo da experiência realizada:

Inicialmente, tivemos a ajuda de um instrutor que nos ajudou a calcular as massas dos dois blocos usados em uma balança. Depois, medimos a altura h do bloco A com o auxílio de uma régua.

image

Na imagem abaixo podermos ver o bloco B sendo bloqueado por um certo peso e sensores que se ligavam ao cronômetro para indicar o intervalo de tempo do percurso do em que o bloco B percorre a distância h.

image Exibindo IMG-20150810-WA0062.jpg

Após o bloco B percorrer a distância h, ele ainda caminha uma distância x também medida com o auxílio de uma régua.

Exibindo IMG-20150810-WA0058.jpg

 

Após a medição no laboratório, com o auxílio de instrumentos, achamos os valores iniciais necessários para aplicarmos nas fórmulas, ou seja, as medidas diretas. E acrescentamos às medidas seus respectivos erros experimentais.

Estas foram:
Massa do bloco A: 85 g ± 1 (pesado na balança)
Massa do bloco B: 105 g ± 1 (pesado na balança)
Altura (h) do bloco A até o chão: 46,4cm ± 0,1 (lido na régua)
Tempo: 0,406 milésimos (lido no cronômetro)
Distância que o bloco B anda depois do Bloca A atingir o chão (x) = 61,0 cm ± 0,1 (lido na régua)

 

Ao analisar o experimento utilizaremos a 2° lei de Newton, já que os objetos estarão em movimento: Soma das forças (F)= massa x aceleração. Como objetivo do trabalho buscaremos encontrar o valor da aceleração do sistema, e para isso, também o valor do coeficiente de atrito.

Sendo:
T = tração dos fios assinalados na imagem
μ = coeficiente de atrito cinético ( nossa incógnita)
mb = massa do bloco B
ma = massa do bloco A
g = valor gravitacional = 10 m/s²

Soma das forças do bloco B: T-  μ . mb . g = mb . a
Soma das forças do bloco A: ma . g – T + ma . a

O sistema fica então:
T-  μ . mb . g = mb . a
ma . g – T + ma . a

Após deduzi-la, obtém-se a equação: a = g . (ma – μ . mb) / (ma + mb)
Esta é a equação da aceleração teórica que usaremos para comparar com o valor da aceleração real. Porém, não temos ainda o valor do coeficiente (μ), por isso descobriremos primeiro este e depois retornaremos neste ponto.

image

Na segunda parte desta situação, quando o bloco B anda uma distância x além da h, descobriremos a aceleração (a’) e a velocidade final ( Vf = Vo’). Os dois serão substituídos na fórmula do movimento uniformemente variado, já que ele desacelera com passar do tempo diminuindo sua velocidade até parar. Observe:

Descobrindo o valor de a’:
F = m. a’
Fat= mb. a’
g. mb. μ= mb . a’
a’= μ . mb. g/ mb
a’ = μ . g

Depois usamos Torricelli para descobrir a velocidade final (Vf = Vo’)
Torricelli: Vf2 = Vo2 + 2. a . ΔD
Vf2 = 0 + 2 . ( g. (ma – μ . mb)/ ma + mb) .h
Vf2 = 2 . h . g (ma – μ . mb) / ma+ mb)
E, por último, a equação do m.u.v:
S= So + Vo’t + at2/2
ΔS = Vo’t + at2/2

Substituindo:
ΔS -> x (quanto a mais o bloco B andou depois de já ter corrido a distância h)
a (aceleração) -> a’= μ . g
t (tempo) ->
V(t) = Vo + at
Vf’ = Vo’ – μ . g . t
0 = Vo’ – μ . g . t
t= Vo’ / μ . g

Ficará, então:
x= Vo’.t – μ .g.t2/2
x= Vo’ . Vo’ / μ. g + μ. g/ 2 . (Vo’2 / μ2 . g2)
x= Vo’.Vo’/ μ.g – μ.g . Vo’2/ μ
x= Vo’2 / .g – Vo’2 / 2. μ.g
x= Vo’2 / 2. μ. g

Substituindo aqui o valor de Vf = Vo’ = Vf2 = 2 . h . g (ma – μ . mb) / ma+ mb)
x = 2.h.g.(ma – μ . mb/ ma + mb)/ 2. μ.g
x= (ma – μ . mb) .h/ (ma + mb) . μ

Concluindo…
μ = ma.h/ (ma + mb) .x + mb.h

Substituimos os valores encontrados no dia do experimento:

μ = (85 . 46,4) / (85 + 105) . 61 + 105 . 46,4

μ =   3944/ 190 . 61 + 105 . 46,4

μ = 3944/ 11590 + 4872

μ = 3944 / 16462

μ= 0,2395820678

μ é aproximadamente 0,24

 

 

A partir do valor de μ, podemos calcular a aceleração teórica com a fórmula: a = g . (ma – μ . mb) / (ma + mb) substituindo os valores:

a = 10. ( 85 – 0,24 . 105) / 85 + 105

a= 10 . (85 – 25,2) / 190

a= 598/ 190

aceleração teórica é aproximadamente 3,15 m/ s2 

 

Com o valor da aceleração teórica, podemos comparar com o da aceleração real, pois na teórica não conta com algumas interferências do meio. É possível calcular a real através da fórmula:

ΔS = Vo’t + at2/2

h = 0.t + at2/2

a = 2h/t2

a = 2. 0,464/ 0,4062

Então: aceleração real =  5,62 m/ s2 

Para analisarmos a propagação de erros, utilizamos a fórmula já usada anteriormente para descobrir o valor de μ, só que incluindo seus erros experimentais. Desse modo, fica assim:

μ = ( 85 ± 1 . 46,4 ± 0,1) / (85 ± 1 + 105 ± 1) . (61,0 ± 0,1) + (105 ± 1 . 46,4 ± 0,1)
μ = (3944 ± 54,9) / (190 ± 2) . (61,0 ± 0,1) + (4872 ± 56,9)
μ = (3944 ± 54,9) / (11590 ± 141) + (4872 ± 56,9)
μ = (3944 ± 54,9) / (16462 ± 197,9)
μ = 54,9/ 16462 + (3944/ 164622) . 197,9 -> dD= [dA/B + (A/B2). dB]
μ = 0,2395820679 ± 0,0062151191
μ é aproximadamente 0,23958 ± 0,00621.

Ou seja, seu erro ficou em aproximadamente 0,00621.

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Análise do Experimento sobre Dinâmica

Colégio Pedro II – Campus Centro

Disciplina: Física

Professor: Sérgio Lima

Integrantes: Eduardo Maia Teller – 6

Luísa Severino Ribeiro – 24

Pedro Henrique de Souza Carvalho – 29

Renata Gomes Marques –  33

 

afisica1

Introdução e Objetivos

No dia 16 de julho de 2015 d.c. do calendário gregoriano o nosso grupo foi ao laboratório de física com o objetivo de realizar um experimento com base nos estudos da 2ª certificação sobre as Leis de Newton. Os objetivos desse experimento são: determinar o coeficiente de atrito cinético da mesa – em função da massa, da gravidade e da distância -, comparar a aceleração teórica/experimental e analisar a propagação de erros em experimentos.

 

Antes do experimento

No experimento havia dois blocos, A e B, ligados por um fio. Antes do experimento o sistema se encontrava em equilíbrio. O bloco B estava posicionado na mesa e o bloco A estava pendurado por uma roldana. O bloco B permanece em repouso antes do experimento pois a soma de forças horizontais e verticais atuando sobre ele é igual a zero. O bloco B é impedido de mudar de movimento pois a atuação da força de tração é anulado pela ação de duas forças de atrito, contrárias a tendência de escorregamento, que agem sobre o bloco: a força de atrito entre o bloco B  entre e a mesa e a força de atrito entre o bloco B e um peso(objeto) colocado sobre ele. O experimento se inicia quando o peso é retirado de cima do bloco B e a soma das forças horizontais agindo sobre ele deixa de se igualar a zero, deixando então o bloco B de estar em equilíbrio.

Equação horizontal do bloco B antes do início do experimento*:

 

T – Fat1 – Fat2 = 0

 

Fat1= força de atrito entre o bloco B e o peso

Fat2= força de atrito entre o bloco b e a mesa

 

afisica2

 

*A equação vertical do bloco B não interfere no pré-experimento e no experimento, assim como a equação horizontal do bloco B no pré-experimento não interfere no experimento em si e serve apenas para ilustrar a situação do bloco B antes do experimento.

O bloco A antes do início do experimento se encontra em repouso. Não há forças horizontais agindo sobre o bloco A, apenas forças verticais.

 

Equação vertical   do bloco  A:

Pa – T = 0

Pa  = Força peso de A

afisica3

 

Experimento

Quando o peso é retirado, o bloco B é “solto” e muda de movimento (sai do repouso) pois  a soma das forças horizontais atuando sobre ele deixa de se igualar a zero devido ao “fim” da atuação da força de atrito entre ele e o peso que agia sobre ele. Já o bloco A, pendurado pela roldana, percorre uma distância h(conhecida) e cai no chão. O bloco B percorre a mesma distância h e continua em movimento, mesmo depois de o bloco A chegar ao chão, e pára graças ao atrito entre ele e a mesa. A distância percorrida pelo bloco B depois que o bloco A atinge o chão é a distância x. No laboratório havia a disposição um dispositivo que media o tempo que o bloco A percorria a distância h. As massas dos blocos já eram conhecidas.

A partir dessas medidas mensuráveis (massas dos blocos A e B, distâncias h e x e tempo) é possível começar a análise.

 

Análise experimental – Medidas

Através das medidas mensuráveis a disposição e da utilização  de conceitos da cinemática e da dinâmica será possível a descoberta do µ cinético da mesa e a análise da aceleração experimental.

Medidas mensuráveis e seus respectivos erros:

Ma = 0,085 kg ± 0,001 kg

Mb = 0,105 kg ± 0,001 kg

H = 0,46 m ± 0,01 m

X = 0,57 m ± 0,01 m

T = 0,415 s ± 0,001 s

 

11791709_980965428601103_646180270_n

 

11823761_980965411934438_1582100828_n

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11823837_980965431934436_1427350745_n

 

 

 

 

Análise experimental – fórmulas

A primeira parte da análise experimental está em descobrir uma fórmula que  possa relacionar os valores as medidas mensuráveis apresentadas acima e o que se deseja descobrir. Isso pode ser feito através de princípios da cinemática e da dinâmica. Felizmente o professor Sérgio adiantou boa parte do trabalho ao resumi-lo em pequenos passos que serão apresentados e comentados a seguir:

 

      1 – Usar as Leis de Newton para deduzir (a) em função de Ma, Mb e g.

 

(equação para ma) P – T = Ma x a

Ma.g – T = Ma x a

 

(equação para mb) T – Fat = Mb x a

T – µ.Mb.g = Mb x a

 

O primeiro passo se baseia simplesmente na segunda lei de Newton. Acima foram escritas as equações das direções em que há movimento nos blocos. Sobre o bloco A atuam uma força peso, pois possui massa, e uma força de tração, pois está ligado a um fio;  No bloco B não há movimento vertical, a força normal agindo sobre ele é igual a força peso, o que permite a substituição da normal pela  força peso na fórmula da força de atrito. Na horizontal há a ação de uma força de atrito, entre o bloco B e a mesa, e uma força de tração, pois está ligado a há um fio.

 

afisica4   afisica5

 

 

 

Somando as Equações

Ma.g – µ.Mb.g = Mb x a + Ma x a

g(Ma – µ.Mb) = a(Mb + Ma)

a = g(Ma – µ.Mb / Mb + Ma)

Acima foi resolvido um sistema de duas equações, provindas da aplicação da segunda lei de Newton sobre as duas massas, utilizando o método da soma. Ao final se chega a uma fórmula que nos possibilita descobrir a aceleração dinâmica.

 

2 – Usar a equação de Torricelli para deduzir a velocidade do bloco B quando o bloco A toca o chão.

Na distância h

Vo = 0

Vf = ?

a = g(Ma – µ.Mb / Mb + Ma)

Então,

Vf² = Vo² + 2.g.h.a

Vf² = 2.g.h.(Ma – µ.Mb / Mb + Ma)

 

O que se deseja descobrir, como dito no enunciando deste passo, é a velocidade do bloco B quando o bloco A toca o chão. Na fórmula de Torricelli essa velocidade foi representada por Vf. Como o bloco saiu do repouso a velocidade inicial é igual a zero. No lugar da aceleração foi utilizada a fórmula da aceleração dinâmica descoberta no passo anterior. A distância percorrida foi h, que substituiu o ΔS na fórmula.

 

3 – Usar a Leis de Newton para deduzir (a’) (aceleração no trecho x) em função de Mb e µ

Fat = Mb.a’

µ.Mb.g = Mb.a’

a’ = µ.g

Durante o trecho x, única força que age sobre o bloco B é o atrito. O bloco B continua a se mover mesmo depois do “fim” da atuação da força de tração e pára devido a ação do atrito com o chão. Acima foi montada a equação horizontal do bloco B durante o trecho x.

 

4 – Escrever as Funções do MUV para a massa B até parar percorrendo a distância x

função horária da velocidade

V = Vo – at

0 = Vf trecho h– µ.g.t

Função horária da posição

ΔS = Vo.t – at²/2

x = Vf trecho h.t – µ.g.t²/2

 

A velocidade inicial do bloco B no trecho x é mesma velocidade com ele termina o trecho h.  A aceleração nas duas funções foi substituída pela fórmula descoberta no passo anterior. O ΔS foi substituído por x.

 

 

5 – Isolar o t da equação da aceleração e substituir na equação da posição

Função horária da velocidade

V = Vo – at

0 = Vf – µ.g.t

t = Vftrecho h/ µ.g    → função da aceleração do trecho x com o t isolado

 

6 – Substituir a velocidade final  do primeiro movimento na inicial segundo movimento

Função horária da posição

ΔS = Vo.t – at²/2

X = Vf trecho h.t – µ.g.t²/2 → Função da posição no trecho x

X = Vf trecho h.Vf trecho h/ µ.g – µ.g/2.(Vf/ µ.g)²

X = Vf 2trecho h/ µ.g – Vf² trecho h/2. µ.g

X = Vf² trecho h/2. µ.g

Os passos 5 e 6 se resumem a um sistema que foi resolvido pelo método da substituição.

 

7 – Reescrever a equação para que µ fique em função de Ma, Mb, x e h.

 

x = 2.g.h.(Ma – µ.Mb / Mb + Ma) / 2. µ.g

x = H/m.(Ma – µ.Mb / Mb + Ma)

µ = h/x.(Ma – µ.Mb / Mb + Ma)

µ = Ma.h – µ.Mb.h / Mb.x + Ma.x

µ.Mb.x + µ.Ma.x = Ma.h – µ.Mb.h

µ.Ma.x + µ.Mb.x + µ.Mb.h = Ma.h

µ (Ma.x + Mb.x + Mb.h) = Ma.h

µ = Ma.h / Ma.x +Mb.x +Mb.h

 

µ = Ma.h / x(Ma + Mab) + Mb.h  → equação de μ em função Ma, Mb, x. e h

Essa a equação utilizada para se chegar ao μ e é a isso que se resume o passo 7

 

8 – Deduzir a expressão da aceleração de queda em função de h e t

Função horária da posição

ΔS = Vo.t + at²/2

h = at²/2

a = 2h/t² → equação da aceleração em função de h e t

 

O passo número 8 se resume a descoberta de uma fórmula com a qual se pode calcular a aceleração cinemática, esta que será comparada com a aceleração dinâmica.

 

9 – Há também a expressão da aceleração experimental (a’) no trecho x em função de h, x e a.

 

Vo de x = Vf trecho h

 

Equação de Torricelli para Vf em h

Vf² = Vo² + 2.a.ΔS

Vf ² = 0² + 2ah -> V² = 2.a.h

 

Substituindo Vo do trecho x pelo Vf no trecho h

Vf² = Vo² – 2.a’.x ->

0 = 2.a.h – 2.a’.x->

2.a’.x = 2.a.h ->

A’ = 2.a.h / 2.x ->

A’ = ah/x

 

Análise experimental 

Através das fórmulas descobertas anteriormente e das medidas tiradas no dia do experimento é possível descobrir as acelerações experimental e teórica e o coeficiente de atrito da mesa.

 

CÁLCULO DO COEFICIENTE DE ATRITO DA MESA

µ = Ma.h / x(Ma + Mab) + Mb.h

 

µ = 0,085 ±0,001 x 0,46 ±0,01  /  0,57 ±0,01.(0,085 ±0,001  + 0,105 ±0,001) + 0,105 ±0,001  x 0,46 ±0,01  ->

µ = 0,0391 ±0,00131 / (0,19 ±0,002).0,57 ±0,01 + 0,0483 ±0,00151 ->

µ = 0,0391 ±0,00131 / 0,1083 ±0,00304 + 0,0483 ±0,00151

µ = 0,0391 ±0,00131 / 0,1566 ±0,00455

µ = 0,249687.. ±0,00865

µ = 0, 250 ±0,00865

 

ACELERAÇÕES DE H

TEÓRICA (DINÂMICA)

a = g(Ma – µ.Mb / Mb + Ma)

a = 9,8 (0,085 ±0,001  – 0,250 ±0,00865 . 0,105 ±0,001) / 0,085 ±0,001  + 0,105 ±0,001

a = 9,8 (0,085 ±0,001  – 0,02625 ±0,00115785)/ 0,19 ±0,002

a = 9,8 x (0,05875 ±0,00215785) / 0,19 ±0,002

a = 0,57575 ±0,0214697 / 0,19 ±0,002

a = 3,03032.. -> a = 3,0 m/s² ± 1,9 m/s²

 

EXPERIMENTAL (CINEMÁTICA)

A = 2h/t²

A = 2 x 0,46 ±0,01  / (0,415 ±0,001)² ->

A = 0,92 ±0,002 / 0,172225 ±0,00083->

A = 5,3418.. -> a = 5,3 m/s² ± 0,14 m/s²

 

 

ACELERAÇÃO (a’) EM x

ACELERAÇÃO TEÓRICA (DINÂMICA)

a’ = µ.g

a’ = 0,25 x 9,8

a’ = 2,5 m/s² ± 0,85 m/s² → aceleração dinâmica e seu respectivo erro.

 

EXPERIMENTAL (CINEMÁTICA)

a’ = a.h/x

a’ = 5,34 x 0,46 / 0,57

a’ = 2,4564 / 0,57

a’ = 4,30947…

a’= 4,3 m/s² ± 0,39 → aceleração cinemática e seu respectivo erro.

 

 

 

Comparação das acelerações cinemática e dinâmica e propagação do erro no experimento

*O cálculo do erro foi feito de acordo com as regras apresentadas pelo professor Sérgio Lima. *

Através de uma comparação percebe-se :

Erro da teórica em h = >a = 3,0 m/s² ± 1,9 m/s²

Erro da experimental em h => a = 5,3 m/s² ± 0,14 m/s²

 

Erro da teórica em x => a’ = 2,5 m/s² ± 0,85 m/s²

Erro da experimental em x => a’= 4,3 m/s² ± 0,39

 

Percebe-se que a diferença entre as acelerações teóricas e experimentais são grandes. Isso acontece porque não é um experimento que acontece em um mundo perfeito, que possui instrumentos capazes de medir as grandezas necessárias de forma cem por cento confiável. Como todos os medidores utilizados no experimento possuem uma incerteza, houve uma propagação de erros ao longo do experimento. Há também outro fatores, como o erro humano, que não permite chegar a resultados sem algum tipo de incerteza, arredondamento dos números nas equações para facilitar a conta e seguir a regras dos algarismos significativos, entre outros. Até chegar ao resultado muitos fatores interferiram no caminho e por isso a propagação de erro e faz parte de qualquer experimento, não podendo ser descartada. Levando a propagação do erro em conta nas acelerações há a possibilidade delas não terem essa diferença tão grande no módulo.

 

Publicado em 1203, 2-ano, 2015 | 1 Comentário

Roteiro de Física – Experimento de dinâmica

Rio de Janeiro, 15 de agosto de 2014

Colégio Pedro II – Campus Centro

Disciplina: Física

Professor: Sérgio F. Lima

2º ano do Ensino Médio de 2015

Turma: 1201

Alunas: Joyce Rodrigues de Oliveira Cunha               N°: 18

Larissa Assis de Paula                                  N°: 20

Lorrein Diuly Assis de Souza                            N°: 21

Mylena Capareli do Nacimento Craveiro        N°: 24

 

 

Roteiro de Física – Experimento de dinâmica

 

 

Indrodução

 

As leis de Newton foram elaboradas por Issac Newton e descrevem o comportamento dos corpos. Como parte dos estudos das leis, estão também as forças que, por definição, são os agentes capazes de variar o vetor da velocidade de um corpo.

Além de ser um conteúdo muito presente no dia a dia, seus conceitos fazem parte do plano de estudo para as turmas de 2ª série do Ensino Médio do Colégio Pedro II, Campus Centro, e, como parte do aprendizado, o professor de física, Sérgio, montou um experimento no laboratório do campus para que pudéssemos, na prática, compreender melhor as forças e as leis atuando sobre um corpo.

O experimento, que fará parte de 30% da nota da segunda certificação, consiste na análise de dois blocos ligados por uma corda que passa por uma roldana. Um dos blocos, podendo este ser chamado de bloco B, estará sobre a mesa preso com um peso em cima (para que não se mova antes do início do experimento). O outro, chamado de bloco A, estará suspenso ao ar preso pela corda, como mostra a figura abaixo (Imagem I).

img 1

Imagem I

 

O experimento oficialmente se inicia quando é retirado o peso de cima do bloco B. Desse modo, o bloco A cai acelerado até o chão, fazendo com que o bloco B percorra a mesma distância da base inferior do bloco A até o chão (Imagem II) e mais uma distância freando, com o bloco A já caído no chão. (Imagem III).

img 2

Imagem II

 

img 3

Imagem III

 

 

A análise do experimento é dividida em etapas, cuja primeira foi efetuada pelo professor que, durante a aula do dia 09/07 (quinta-feira), através de slides*, nos apresentou a ideia do experimento, já explicada anteriormente.

*Os slides ficaram disponíveis aos alunos no blog de física (aprendendofisica.net/rede)

 

Inicialmente, mostrou-nos os objetivos do experimento. São eles:

  • Determinar o coeficiente de atrito cinético;
  • Comparar aceleração teórica com a experimental;

  • Analisar as propagações de erros em experimentos.

 

Em seguida, nos deparamos com a segunda etapa do trabalho, as pré-análises, também contidas nos slides. Estas foram divididas em 9 tópicos, onde houve a necessidade de conhecimentos matemáticos para a realização de cada um dos cálculos, onde:

 

ma = massa do bloco A

mb = massa do bloco B

g = gravidade

a = aceleração do primeiro movimento

a’ = aceleração do segundo movimento

μ = coeficiente de atrito

h = distância percorrida pelo bloco A até o chão e do bloco B no primeiro movimento

x = distância percorrida pelo bloco B no segundo movimento

t = tempo de queda do bloco A

 

 

Pré-análises

Sendo assim, vamos às etapas:

 

  • Usar as leis de Newton para deduzir (a) em função de ma, mb e g;

Separando os blocos e suas respectivas forças, temos:

 

Bloco B                                                   Bloco A

b           a

N = mb.g                                                                         PA = ma.g

PB = mb.g

fat = μ.N —> fat = μ.mb.g

 

Utilizando a 2ª lei de Newton:

4

 

  • Usar a equação de Torricelli para deduzir a velocidade de B quando A toca o chão;

Temos:

Torricelli à V² = Vo² + 2.a.Δs

Vo = 0

Δs = h

5

 

Assim:

conta7

 

 

  • Usar as leis de Newton para deduzir (a’) em função de mb e μ;

Utilizando a 2ª lei de Newton, temos:

z

 

  • Escrever as equações do MUV para amassa B até parar percorrendo a distância x;
  • Isolar o t da equação da velocidade e substituir na equação da posição;
  • Substituir a velocidade final do primeiro movimento na inicial do segundo movimento;

Sabendo as equações do M.U.V.:

8

V = Vo + a’.t

 

Onde:

Δs = x

V = 0

a’ = μ.g

 

Temos:

9

 

  • Reescrever a equação para que μ fique em função de ma, mb, x e h;

Sem título

 

 

  • Deduzir a expressão da aceleração de queda em função de h e t;

Sabendo a função horária da posição:

8

 

conta7

 

  • Comparar tal valor de a (cinemático) com o de a teórico (dinâmico).

Visto que a velocidade final do primeiro movimento é a velocidade inicial do segundo movimento, concluímos que:

conta8

 

Ao concluirmos a segunda etapa, que fora elaborada em sala de aula, partimos em direção à terceira etapa, que é a coleta de dados.

Foi selecionado, pelo professor, um dia para cada grupo ir, separadamente, ao laboratório efetuar o experimento e coletar os dados necessários, são eles: ma, mb, x e h, para a conclusão do trabalho.

O dia selecionado para a turma 1201 foi o dia 16/07, uma quinta-feira. Nele, fomos ao laboratório de física e tivemos o contato com o experimento.

Antes do experimento começar realmente, tomamos as primeiras medidas necessária: h, medida com o auxílio de uma régua grande de madeira apoiada ao chão e parcialmente encostada ao bloco A e ma e mb, valores que, por serem fixos a todos os grupos, estavam escritos no quadro. Logo após isso, demos por início o trabalho que nos rendeu alguns flashes :

                      Antes de começar

11793339_850521611667929_327845598_nMedição de x

 

                                                                                         Confirmação de x

                                                                                         Fim do experimento

11798429_850521605001263_224584849_n                                                                                              Tempo obtido

 

 

Com o fim do experimento, ou seja, assim que o bloco B para após o segundo e último movimento, prontamente fomos coletar o restante dos dados.

Com a ajuda do laboratorista, colocamos a mesma régua apoiada à mesa de modo que o “zero” ficasse no mesmo lugar do fim de h e verificamos a medida até o fim do bloco B, ou seja, até a sua parte inferior. Desse modo, achamos o valor de x.

O tempo foi medido por um aparelho à base de sensores, que ativou o cronômetro assim que o peso fora retirado de cima do bloco B, havendo o primeiro movimento. No mesmo momento em que o bloco B passou pelo segundo sensor, que media do primeiro sensor exatamente a mesma distância do bloco A ao chão, o cronômetro fora desligado. Olhando para o aparelho, obtivemos o valor de t.

 

Valores coletados:

  • Obs.: É necessário que os valores de massa estejam em quilogramas (kg) e os de comprimento em metros (m) para que haja um resultado mais preciso.

 

ma = (85 ± 1)g —> (0,085 ± 0,001)kg

mb = (105 ± 1)g —> (0,105 ± 0,001)kg

h = (44 ± 0,5)cm —> (0,44 ± 0,005)m

x = (50 ± 0,5)cm —> (0,50 ± 0,005 )m

t = 0,429s

 

Com os devidos valores, podemos calcular o valor de μ, onde:

conta 1                        conta 2

conta 3          conta 4

conta 5

Desse modo:

conta 6                           

 Resposta: µ = 0,26 ± 0,01

 

 

Podemos também calcular a aceleração a em h e a aceleração a’ em x, com ambas apresentando acelerações variadas  cinematicamente e teoricamente (dinamicamente):

 

 

  • Aceleração a em h:

 

Teórica (dinâmica):

5

conta9

Resposta: a teórico = (3,0 ± 0,14)m/s²

Cinemática (experimental):

conta7

conta11

Resposta: a cinemático = (4,8 ± 0,08)m/s²

 

 

  • Aceleração a’ em x:
  • Teórica (dinâmica):

 

a’ = 0,26 . 9,8

a’ = 2,548

Resposta: a’ teórico = 2,548 m/s²

 

 

  • Cinemático (experimental):

conta8

conta10

 

Resposta: a’ cinemático = 4,224 m/s²

 

  • Comparação das acelerações cinemática e dinâmica:

Foi encontrado uma grande diferença entre as acelerações teóricas e experimentais. Isso ocorre pois no decorrer do experimento há incertezas, ou seja, não há instrumento capaz de medir as grandezas com precisão. Outro fator que influencia essa grande diferença são os arredondamentos feitos.

 

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