Comentários sobre Proj. Velocidade Média

Conforme informado anteriormente faço abaixo alguns comentários gerais sobre o projeto velocidade média:

Constatações

  • – Os alunos, de um modo geral, não lêem as instruções dadas pelo Professor para a realização do projeto!
  • – Os alunos, de um modo geral, NÃO ENTENDERAM O QUE É UM PROJETO DE APRENDIZAGEM.
  • – Os alunos, de um modo geral, NÃO LERAM AS REFERÊNCIAS INDICADAS PARA A REALIZAÇÃO DO PROJETO.
  • – Os alunos, de um modo geral, não entenderam o que significa “incerteza de uma medição“.
  • – Os alunos, de um modo geral, não sabem o que é um relatório de experimento!
  • – Os alunos, de um modo geral, acham que pontos são mais importantes que aprendizagens!

Diante destas constatações sinto-me na obrigação de esclarecer:

Instruções de uma Atividade

Por incrível que possa parecer, as instruções de qualquer atividade proposta não são enfeites. Elas devem ser lidas, discutidas no grupo e com o professor e, tanto quanto possível, seguidas para o bom termo de uma atividade!

Projeto de Aprendizagem

Projeto de aprendizagem não é “trabalho para a nota“! É uma atividade que exige engajamento dos alunos para que as situações de aprendizagem produzam frutos. Se o aluno não se engaja no projeto, ele não aprende! Nota, este câncer da escola, não gera aprendizagem! Somente o envolvimento com as atividades pode potencializar aprendizagens!

Referências

Aprender é, também, conectar-se a bases de dados ou pessoas para resolver problemas. Neste sentido, as referências, indicadas pelo professor, fazem parte do processo de aprendizagem. Vocês não estão mais no século XIX para considerarem que só o que foi “ensinado presencialmente” para vocês deve ser mobilizado para a resolução de problemas! Bem vindos a Era da Informação!

Incertezas de uma Medição

Toda medição trás uma incerteza. Esta incerteza não deve ser somada (ou diminuída) ao valor medido. Ela serve para indicar a confiabilidade do resultado experimental. Evidentemente que numa medida indireta, as incertezas das medidas utilizadas contribuem para a incerteza da medida derivada. Mais detalhes sobre isto, na referência indicada para o projeto.

Relatórios

O que se espera do relatório de um experimento:

  • – Descrição detalhada do experimento (método, procedimentos, instrumentos, local, etc);
  • – Tabela com os dados medidos;
  • – Tabela com os dados calculados;
  • – Uma análise dos resultados levando em conta os procedimentos, métodos e instrumentos.

De todos os relatórios, o que mais se aproximou do exposto acima foi este aqui.

Em particular, para que a hipótese: “A velocidade média de um corredor diminui com o crescimento da distância percorrida” pudesse ser discutida (aceita ou refutada) a medida dos tempos, para as diferentes distâncias, deveria ser tomada na mesma corrida.

Se o aluno corre uma vez para cada distância, estamos inserindo flutuações na velocidade média que não temos como saber se decorrem apenas da distância ou do modo diferente com que o aluno correu.

Por isso, o método para a medição da velocidade média do corredor deveria ser pensado e discutido no roteiro experimental!

Finalmente, podemos aprender deste projeto que resultados experimentais só fazem sentido, ou se preferir, só podem ser levados a sério, se junto com eles é mostrado todos os procedimentos e métodos para a obtenção dos mesmos.

Esta é a ideia central por trás do Método Científico: As verdades científicas precisam ser avaliadas pelos pares (outros cientistas)!

Escola é um espaço para Aprender

A despeito da super-estrutura da Escola e dos Pais de vocês acharem o contrário, as atividades na Escola tem como objetivo que os alunos aprendam algo.

Nota deveria ser, apenas, um meio grosseiro de se aferir se as aprendizagens estão ocorrendo. A nota é um meio, não um fim!

Ninguém precisa ser gênio para desconfiar que num sistema de massa é impossível ao professor aferir o que realmente cada um está aprendendo!

Então vocês, e somente vocês podem saber quanto estão realmente aprendendo (ou não aprendendo!). Ao saírem da Escola, ninguém vai perguntar a nota de física de vocês! Logo é um desperdício de tempo se preocuparem mais com nota do que com as aprendizagens!

Se querem um conselho valioso! Preocupem-se em aprender! A nota será consequência.

No futuro (e no presente) será (é) a capacidade de aprender que diferenciará (diferencia) aqueles que fazem as coisas acontecerem daqueles que ficam apenas sabendo do que aconteceu!

Que nosso próximo projeto de aprendizagem traga mais aprendizagens para todos nós :-)

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Lançamentos Oblíquos

Olá Pessoal

Enquanto a LISTA DE EXERCÍCIOS não chega (já chegou! lista-PROJÉTEIS (clique na mesma para baixá-la) – na última página desta versão tem o gabarito!) que tal vocês brincarem com estas animações de lançamentos oblíquos:

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Relatório Final

Colégio Pedro II – U.E. Centro

Nomes: Eduardo Salgado Nº: 11

Lucas Novaes                     19

Marcos Motta                    22

Victor Veiga 32

Turma: 2108

Disciplina: Física

Professor: Sérgio Lima

 

Objetivos:

Calcular, na prática, a velocidade média em distâncias diferentes; entender o conceito de velocidade instantânea; entender o conceito de aceleração; compreender a necessidade de estimar erros em medidas experimentais.

 

Materiais:

Trena, três cronômetros, material para anotação e um voluntário do grupo.

 

Procedimentos:

Foram feitas 4 corridas, uma diferente da outra, da seguinte forma: 1º corrida: curta, de 0m até 15m; 2º corrida: média, de 0m até 20m; 3º corrida: longa,de 0m até 25m; 4º corrida: iniciada antes de 0m e terminada depois de 25m (mas cronometrada entre os marcos 0m e 25m) para ser comparada com a 3ª e ser observado se a variação da aceleração seria diferente, assim como a variação de tempo. Ao final destas corridas, tentamos calcular um valor aproximado a uma velocidade instantânea num último tiro, onde, no menor período possível de tempo, foi mensurada uma medida percorrida.

Para a medição do tempo, foram posicionados componentes do grupo das seguintes formas: 1ª corrida – apenas um membro, marcando o tempo em 15m; 2º corrida – um membro marcando o tempo em 15m e outro marcando em 20m; 3º corrida – um membro marcando o tempo em 15m, 20m e 25m; 4º corrida – mesmo procedimento da 3º. Os cronômetros foram acionados assim que o integrante Victor, que estava em cima da linha inicial, começou a correr. Como os cronômetros usados tinham a capacidade de marcar parciais e tempos finais, todos os dados relativos à variação de tempo foram levados em consideração no resultado, onde se fazia a média das marcações dos 3 cronômetros (quando possível).

 

Resultados:

4ª corrida: 25m começando antes do ponto inicial:

Vm(25m) = 25m/04,3s
Vm ~= 5,9 m/s

5ª corrida: vel. Instantânea
V = 1m/0,2s
V~= 5m/s

 

Conclusão:

Com esse experimento, pudemos concluir que o ser humano, por se cansar, quando percorre distâncias maiores, tem uma velocidade média mais baixa. Porém, quando se trata de um móvel que mantém a velocidade quase constante, independente do cansaço, a velocidade média, em distâncias maiores, tende a ser maior do que em distâncias pequenas. Isso ocorre devido a aceleração a partir do início da trajetória e a desaceleração no final da mesma: quando em distâncias maiores, o período onde há acelerções positivas e negativas (início e fim) é menor do que o período em que se mantém a velocidade constante (aceleração se estabiliza em 0). Já em distâncias curtas, o período em que há acelerações e desacelerações (início e fim) é maior do que o período em que a velocidade se mantém constante, diminuindo a velocidade média.
Em linhas gerais, a afirmação  “a velocidade média de uma mesma pessoa tende a diminuir para distâncias maiores” é verdadeira. Porém, como as distâncias utilizadas pelos alunos foram pequenas, (eles não chegaram a se cansar no trajeto), a tese mencionada no parágrafo anterior teve o mesmo efeito, confundindo muito os grupos.
Comparando a 4ª corrida (especificada nos procedimentos) com a 3ª, evidenciamos a diferença de aceleração entre ambas. Uma teve aceleração bruta no início e desaceleração no final. A outra, por ter se iniciado antes do princípio do referencial e terminado depois, teve aceleração constante (em torno de 0) durante quase todo o período.
Em nosso experimento tentamos também estabelecer uma velocidade instantânea através da ação previamente explicitada nos procedimentos. Chegamos a algo próximo de 5m/s.

Os erros aleatórios de nosso experimento foram amenizados com repetições de medidas e calculando-se valores médios das grandezas.

<a rel=”license” href=”http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/”><img alt=”Licença Creative Commons” style=”border-width:0″ src=”http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/3.0/br/88×31.png” /></a><br />This work is licensed under a <a rel=”license” href=”http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/”>Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil License</a>.

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Relatório Final

Colégio Pedro II- Unidade Centro

Disciplina: Física  – Professor: Sérgio

Componentes do grupo:

Alice Emery (nº1)

Julia Castro (nº15)

Juliane Fernandes (nº16)

Norine Ferraz

Turma: 2108

 

Relatorio Final:
Foram medidos os tempos de dois integrantes do grupo (Julia e Norine) enquanto elas percorriam 3 distancias diferentes (10m, 15m e 20m), o grupo considerou uma margem de 0,05s (+) para medir as incertezas, os reultados obtidos foram os seguintes:

 

Julia: – Fez 10m em 2,8s, com a margem de erro de 0,05 temos um tempo de 2,75s que dá uma Velocidade média de aproximadamente 3,63m/s

– Fez 15m em 3,0s, com a margem de erro de 0,05 temos um tempo de 2,95s que dá uma velocidade média de aproximadamente 5,08m/s

– Fez 20m em 3,8s, com a margem de erro de 0,05 temos um tempo de 3,75s que da uma velocidade média de aproximadamente 5,33m/s

 

Norine: – Fez 10m em 2,5s, com a margem de erro de 0,05 temos um tempo de 2,45s que dá uma Velocidade média de aproximadamente 4,08m/s         –

– Fez 15m em 2,8s, com a margem de erro de 0,05 temos um tempo de 2,75s que dá uma Velocidade média de aproximadamente 5,35m/s

– Fez 20m em 3,3s, com a margem de erro de 0,05 temos um tempo de 3,25s que dá uma Velocidade média de aproximadamente 6,15m/s

 

Concluímos então que a afirmação “a velocidade diminiu quando aumenta a distancia” é falsa pois vimos que nos dois casos acima a velocidade aumentou quando a distancia era maior.

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